Por ti, vou matar a poesia.
Vou calar todas as palavras do mundo,
os segredos, os contos, a fantasia
e esse cor de rosa que os rodeia, imundo.
Não vou mais cantar, nem versar.
Quero o silêncio de mim, mudo,
incolor, virgem no brotar
das dores neste corpo desnudo.
Desnudo de poemas de amor, enfeitados
de paixão e promessas vazias.
De quimeras e sonhos cantados
em páginas brancas, sem melodias.
Por isso, todas as prosas morrerão
em meus lábios e no meu ser,
matando a efémera ilusão
que nas tuas palavras decidiu nascer.
Ella
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